Entenda por que a participação do pai é tão importante para a base emocional da criança e veja como fortalecer esse vínculo

Felizmente, foi-se o tempo em que o homem assumia na família apenas a função de trazer recursos à casa e sustentar a esposa e os filhos. Hoje o pai provedor foi substituído por um que troca fraldas, dá comida, faz dormir e leva para passear – ou, pelo menos, é o que se espera que ele faça. E não só porque assim divide tarefas com a mulher, mas também porque tudo isso se reflete diretamente na criança, principalmente na formação de sua estrutura emocional. Uma pesquisa da Universidade de Columbia, nos EUA, mostrou, por exemplo, que ter um pai presente ajuda os filhos a enfrentar desafios – o que, de quebra, pode facilitar na hora de reconhecer oportunidades de carreira no futuro.

Não basta participar
A criança aprende por meio de exemplos. Segundo a terapeuta familiar Teresa Bonumá, de São Paulo (SP), quanto mais referências ela tiver, maior será sua segurança emocional. E isso acontece principalmente quando ela é criada por duas pessoas diferentes. Daí a participação tanto da mãe quanto do pai na criação ser fundamental. Não quer dizer que, se o casal for homoafetivo ou a mãe solteira, o filho terá algum problema. De forma alguma. O que pode, sim, acontecer é ele buscar vínculos com figuras masculinas próximas. “O homem tem brincadeiras, interesses e raciocínios diferentes, o que só acrescenta na educação da criança”, afirma Teresa.

Mas só a presença física não basta. De nada adianta voltar do trabalho e ir para o computador ou a televisão, sem interagir com o filho. O engenheiro Thiago Queiroz, autor do blog Paizinho, Vírgula! e membro da Attachment Parenting International, associação que defende a criação com apego, concorda. “O tempo que o pai fica com seu filho deve ser um dedicado e prazeroso. E é nesse período que o vínculo vai se fortalecendo e o pai se transformando em uma figura de referência afetiva”, diz o blogueiro, que é pai de Dante, 2 anos, e aguarda a chegada do segundo filho, Gael.

Desde a barriga
Como, então, fortalecer esse vínculo? Para começar, sendo presente desde a descoberta da gravidez, comparecendo às consultas e exames, interessando-se pelo que a mulher está sentindo e conversando sobre o assunto. “Procurei fazer tudo isso e realmente me ajudou a ter aquela sensação de ‘ei, eu já conheço esse carinha’, quando o Dante nasceu”, lembra Thiago.
Depois que o bebê nascer, o pai pode participar desde o primeiro banho, pegar no berço quando chora, levar para passear, aprender a trocar fralda. Até porque essa divisão de tarefas vai aliviar a carga da mãe e deixá-la mais segura em relação aos cuidados com o bebê. Ou seja, todos saem ganhando.

Para Teresa, o pai tem que fazer parte das pequenas coisas na rotina, não somente aos fins de semana. “O que significa se esforçar para chegar mais cedo do trabalho e estar mais tempo com o filho antes de ele dormir”, ressalta. Não custa tentar.

Fonte: Revista Crescer

Imagem: Google

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