O que fazer hoje pelo futuro do meu filho ainda bebê? Sim, tem algo muito importante a ser feito.

Ao olhar para nossos filhos, mesmo sendo ainda pequenos, nos pegamos refletindo sobre a pessoa de sucesso que irá ser no futuro ou se sofrerão pelas mesmas dificuldades que nós ou se terão melhores oportunidades ao longo da vida. É nesse momento que muitos pais se comprometem a direcionar o filho pelo caminho que acreditam ser a trilha do sucesso. Muitas vezes nos equivocamos naquilo que ofeceremos como diretriz para o desenvolvimento pleno, afinal o principal recurso para que nossos bebês alcancem o tão sonhado sucesso pode estar mais acessível do que qualquer outro.

Testado e comprovado

Um recente estudo realizado pela Univesidade de Minnesota acompanhou o desenvolvimento de 243 bebês. Esses foram acompanhados de seu nascimento até os 32 anos. Durante os três primeiros anos de vida os pesquisadores avaliavam atividades rotineiras como alimentação e a relação com a mãe.

Na adolescência era avaliado a maneira como interagiam com os demais e as relações que estabeleciam. Aos 20 e aos 30 anos os pesquisados foram entrevistados a fim de discutirem com os pesquisadores as relações românticas e o desenvolvimento profissional e educacional que atingiram.

O que a pesquisa concluiu após 30 anos de acompanhamento?

Aqueles bebês que recebiam atenção e dedicação durante os primeiros 42 meses de vida, na fase adulta desfrutavam de relações amorosas com lealdade, intimidade e durabilidade, além de se desenvolverem melhor tanto profissional como academicamente.

Em contrapartida, os bebês que eram tratados com hostilidade ao invés de sensibilidade, estabeleciam na fase adulta relações pouco duradouras, não apresentavam lealdade, companheirismo e não se saíram muito bem nos quesitos educação e trabalho.

É importante ressaltar que as famílias participantes dessa pesquisa estavam abaixo da linha da pobreza, porém, segundo o pesquisador, é possível afirmar que o mesmo acontece em famílias que não passam por dificuldades financeiras. Em outro estudo anterior Raby concluiu que a falta de sensibilidade com os filhos ainda bebês resulta em adultos com sérios problemas sociais e acadêmicos.

A chave para o sucesso

Fazer o possível e o impossível pelo bem-estar presente e futuro do filho é o que todos nós pais lutamos constantemente para conseguir. Porém, a simples presença de qualidade, a atenção, os cuidados rotineiros, o ouvir e o falar com sensibilidade, é o que definirá quem o seu filho será no futuro e o que irá alcançar.

Não é errado ter que passar o dia longe trabalhando para poder pagar uma boa escola, bons cursos, viagens ou demais confortos, mas o principal a fazer é estar presente. De nada adianta passar horas ao lado do seu bebê e não estar presente, valerá mais os 30 minutos daquele pai que chega do trabalho cheio de saudades e dedica um curto tempo, mas com muita qualidade.

O sucesso não está ligado apenas a escola que ele frequentará durante os anos iniciais ou as séries finais, mas principalmente ao tipo de pais que ele terá durante esse período. O sucesso profissional, afetivo e o desenvolvimento escolar dos nossos filhos dependerá das relações que construímos com eles durante toda a vida. As consequências do fracasso não se apagarão com o tempo. Aquilo que viveram na primeira infância determinará o que viverão na fase adulta.

Um bom profissional, um bom pai ou uma boa mãe, um cidadão exemplar, um ser de sucesso, uma pessoa feliz e cheia de paz é resultado de um longo trabalho de dedicação e atenção. Um trabalho árduo feito com amor e lealdade por pais zelosos e comprometidos. Uma das mais comuns queixas de profissionais da educação é de pais que parecem abandonar os filhos na escola, cometendo o erro fatal de deixar que os professores se encarreguem da educação sozinhos, no final do ano letivo cobram o filho por terem repetido ou acumulado notas ruins. O acompanhamento dessas crianças deve ser diário, constante, não apenas na área escolar, mas em todas as demais necessidades que elas têm. Caso contrário o resultado, seja após um ou 30 anos poderá ser irreversível.

 

FONTE: www.familia.com.br

FOTO: Google Images

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