A natação é considerada um dos esportes mais completos que existem. Veja quando é a hora ideal de colocar os pequenos na piscina

Aderir à pratica de esportes é fundamental para manter uma vida saudável e, acredite, quanto mais cedo isso acontecer, melhor.

Segundo Paula Toyansk, coordenadora da academia Acqua Kids, em Curitiba, as atividades na água estimulam o desenvolvimento global dos bebês, promovendo melhoras no aspecto físico, mental, emocional e social.

“Os principais benefícios são aumento da capacidade cardiorrespiratória, melhora da irrigação sanguínea, sono mais tranquilo, aumento do apetite, estimulação das vias sensoriais e perceptivas, fortalecimento do tônus muscular, desenvolvimento dos aspectos psicomotores, como equilíbrio, lateralidade, coordenação global e ritmo”, enumera a professora. Isso sem contar a sociabilização que surge.

A ação de mergulhar também ensina ao bebê como controlar a glote (estrutura que controla a saída e entrada de ar na laringe) sempre que colocar o rosto na água, além de aprender a equilibrar o próprio corpinho.

De acordo com Paula, já a partir dos 6 meses de idade é possível colocar os bebês na piscina, pois nessa fase eles já têm melhor condição imunológica, tomaram todas as vacinas e já estão mais maduros motora e sensorialmente.

Mas o bebê já aprende a nadar? Nada disso! Não pense que seu filho será campeão de nado crawl aos 2 anos de idade. Para eles, o momento é muito mais descontraído.

“A aula para os bebês segue uma rotina de exercícios, músicas e vivências. Tem um caráter essencialmente lúdico, já que este aspecto se torna fundamental para a aprendizagem e para o prazer de realizar a atividade”, diz a instrutora.

Nessa faixa etária, o bebê ainda não tem maturidade para se deslocar sozinho nem realizar os estilos de natação propriamente ditos. “Por isso, a aula deve ser proposta com sequências lúdicas fundamentadas, que vão facilitar a familiarização ao meio líquido e, principalmente, o desenvolvimento pleno deste bebê”, complementa Paula.

Mamães na piscina

Quem quer ver seus filhos na natação deve se preparar, pois os pequenos não serão os únicos a entrarem na água. Até os 3 anos, as aulas devem ser feitas na companhia dos pais. E isso não tem a ver apenas com segurança.

“O ideal é que a mãe ou o pai participem do momento da natação para promover o chamado diálogo tônico, que é a comunicação feita entre os corpos, sem a fala. O desenvolvimento do bebê se dá por meio da comunicação sensorial. A maneira com que os pais estimulam o bebê, através de toques, afagos, voz e presença na rotina dele, será de suma importância para garantir a segurança que, por sua vez, é a base para a formação psíquica e emocional”, ressalta a especialista.

Por isso, a aula de natação torna-se um momento rico para fortalecer os laços entre pais e filhos. Como o bebê se encontra em um ambiente estranho, a presença dos adultos ajuda a garantir a segurança física e emocional, incluindo também a enorme sensação de bem-estar.

Além do mais, o diálogo tônico entre os pais e filhos é importante para garantir ao bebê uma boa formação de ego e um desenvolvimento harmonioso de sua personalidade, tornando-o uma pessoa mais confiante, feliz e realizada.

Como são as aulas

Edson Ruy Andreotti, professor da academia Bio Ritmo, explica que nas primeiras aulas (adaptação) existe a possibilidade de a criança chorar ao estranhar o novo ambiente e as pessoas. O instrutor, porém, deve usar estratégias para mudar esse quadro.

O bebê precisa se sentir seguro e acolhido antes de tudo, para que a partir daí possa explorar as vivências aquáticas, sem prejuízos emocionais que podem travar o desenvolvimento. “Se a criança chora, não quer dizer que não goste de natação. O principal sinal de que ela está gostando da aula é o prazer de estar ali, fazendo aquela atividade”, argumenta ele.

Além de um profissional qualificado para acompanhar o bebê, outro quesito é a piscina. Hoje existem vários tratamentos feitos com cloro, ozônio e sal, que são as melhores opções para evitar alergias nos pequenos.

No entanto, cada um tem uma adaptação diferente e isso só será descoberto pela mãe a partir das experiências. “A temperatura também é importante para deixar o bebê à vontade; deve girar em torno dos 32 °C”, explica Andreotti.

A única exigência para conforto dos bebês é usar fralda aquática, pois a convencional incha e fica pesada. Touca e óculos de piscina ainda são dispensáveis nessa fase. E, é óbvio, por medida de segurança, não deixe a criança circular sozinha na área da piscina.

No início, algumas crianças podem apresentar problemas de ouvido. Nesses casos, o melhor a se fazer é falar com o pediatra para saber qual procedimento seguir.

Natação contra a timidez

A personal trainer Mariana Fonseca, mãe de Maria Eduarda, 2, conta que a filha começou a frequentar as aulas com 1 ano de idade.

“No início, ela era tímida e não entendia muito bem o que acontecia. Mesmo assim amava a água e ia para as aulas superfeliz. Percebi sua evolução dia após dia: sua timidez diminuía à medida que sua socialização com outras crianças aumentava, o que até então não havia, pois ainda não ia à escola e vivia ‘colada’ na mamãe”, revela Marina.

Na segunda ou terceira aula, Duda já começou a mergulhar. “O gosto pela atividade só aumentava. Em menos de um mês, a pequena já cantava as músicas e acompanhava as aulas com desenvoltura”, revela.

Fonte: http://disneybabble.uol.com.br/

Foto: http://all-free-download.com/

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